A IMPORTÂNCIA DO PURP…por Albertino Costa Veloso

//A IMPORTÂNCIA DO PURP…por Albertino Costa Veloso

A IMPORTÂNCIA DO PURP…por Albertino Costa Veloso

A IMPORTÂNCIA DO PURP (Discurso escrito e proferido por mim no Jantar-Convívio do PURP em Carregal do Sal em 2-6-2018):
Albertino Costa Veloso
Fez há pouco tempo um ano que o Partido Unido dos Reformados e Pensionistas subiu até ao Concelho de Carregal do Sal. Em princípio vacilante e rodeado de obstáculos, foi com tenacidade e determinação que conseguiu resistir às várias tentativas de neutralização, por um lado, e por outro impedir que alguns oportunistas o tomassem de assalto. A finalidade principal não era colocar alguém numa autarquia qualquer (embora alimentasse essa derradeira hipótese), dadas as condições de desvantagem em que partia relativamente aos “dinossauros” locais. Ambicionava tão só, inicialmente, implantar-se num terreno antes conquistado por outros. Queria dar-se a conhecer. E ao pé-coxinho veio andando, sem apoios de qualquer espécie, e foi graças ao esforço e boas vontades dos simpatizantes – cinco euros daqui, vinte d’além – que conseguiu levar até ao fim uma campanha pelintra. Não admira… Num país em que só os ricos são protegidos, isso também se nota nos partidos políticos…
Contados os votos verificou-se que os resultados foram ainda piores do que se esperava… Gente que jurava fidelidade ao PURP não hesitou em depositar o seu voto no candidato do partido que lhe deu sardinhadas e “porco no espeto” nas vésperas das eleições… Alguns dos candidatos sentiram-se atraiçoados, e com razão, mas o tempo tem a virtude de curar mazelas e de suavizar os ânimos… Se assim não fosse, não teríamos aqui hoje presentes elementos fundamentais no recrutamento de aderentes à causa “Purpiana”, tendo em consideração o desânimo que sobre si se abateu após conhecimento dos resultados.
Cometeria o PURP uma colossal injustiça se não distinguisse a inestimável acção de quatro pessoas: – Em primeiro lugar, destacadamente, Manuela Costa, uma lutadora incansável no contacto com a população na missão ingrata de sensibilização; o Comandante António dos Santos Figueiredo, um coordenador à altura das responsabilidades que lhe cabiam, traçando as linhas mestras a seguir do ponto de vista formal de acordo com as Leis; o Vítor Grilo, que foi, a seguir à Manuela, quem mais trabalhou, mais garantias deu para governar a Junta de Freguesia de Parada, mais dinheiro do seu bolso gastou na campanha e chegou a declarar publicamente que prescindia de receber quaisquer vencimentos atribuídos ao presidente, os quais reverteriam a favor dos mais carenciados da Freguesia; e Manuel (Frissumo), um óptimo elo de ligação entre todos. Os restantes, não tendo sido aqui destacados individualmente, merecem igualmente a gratidão do Partido pela “coragem” que revelaram em embrenharem-se numa aventura que tinha alguns riscos…
Estamos aqui hoje reunidos, em amena confraternização, prova de que o PURP está vivo, e pelos vistos cada vez mais robusto. As caras novas que se vêm são a garantia de que se pode pensar na expansão e solidez do Partido.
O trabalho é árduo e exige sacrifícios. Mas toda a Vida é feita de trabalho e de teimosia. Tenhamos é a coragem de ser persistentes. Só assim conseguiremos atingir os nossos objectivos, que são a concretização de direitos inalienáveis como a Saúde, a Educação, a Segurança e os cuidados na velhice.
A velhice, pois, esse bicho-de-sete-cabeças que actualmente atormenta os idosos… No fim das suas carreiras laborais são poucos os que se sentem seguros. A grande parte, em vez de ser protegida ainda é desumanamente explorada e espoliada duma fatia das suas pensões de reforma, tendo muitos que escolher entre tomar pelo menos uma refeição diária condizente com a necessidade de sobrevivência ou aviar as receitas na farmácia.
Tem-se discutido muito ultimamente a legalização da eutanásia em Portugal. Num sufrágio recente ganhou no Parlamento o “Não”, como poderia ter ganho o “Sim”, dado o equilíbrio de votos. Mas ganhando uns ou outros, o efeito será sempre o mesmo, visto que a eutanásia há muito que é praticada, embora duma forma disfarçada, por todos os governos que temos tido. Só que, o modo como é posta em prática, iliba de responsabilidades os criminosos que defendem inconfessadamente este modelo. Estamos a referir-nos ao desprezo a que os idosos são votados, deliberadamente, para que as suas mortes aliviem os cofres do Estado. Este desprezo configura o quê? Não será eutanásia encapotada?
O PURP foi idealizado por pessoas que retiraram da vida os melhores ensinamentos. Foram elas que, sentindo-se marginalizadas pelo Poder Político, tomaram consciência de que, não tendo força reivindicativa, teriam de se organizar para fazerem valer os seus direitos. Fizeram bem. E o que ontem parecia ser uma utopia, hoje afirma-se como uma realidade, faltando agora sabermos esperar pelos frutos, que virão de certeza. Há fortes indícios de que nos tempos mais próximos o Partido Unido dos Reformados e Pensionistas, reforçado por uma juventude desejosa de mudança, irá ter uma representação na Assembleia da República, e esse será o primeiro passo para o fim dos ataques aos reformados, o início de um outro tratamento aos ex-combatentes e um aviso para os cuidados a ter com a força duma juventude descontente com o poder reinante e céptica quanto ao seu futuro.
Neste pantanal de imoralidades, o PURP é a única luz que nos alumia e aponta os caminhos a seguir.
Em frente com o PURP!!!
2-6-2018.
texto….Albertino Costa Veloso

2018-06-15T13:28:09+00:00 Junho 4th, 2018|A IMPORTÂNCIA DO PURP|0 Comments

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